Luiz Antônio se foi, rumo ao desconhecido

Victor Afonso Lopes Teixeira Filho / 06.01.2010
Conheci o Luiz Antônio Barbosa em julho do ano 2000. O contato com ele partiu de indicação de Admir Moraes, que compôs comigo e com Sabrina Majela a primeira formação da Lontra Radical, criada para competir na 1ª corrida de aventura no Brasil, a Expedição Mata Atlântica, em 1998.

Em 1999 a Lontra participou do EMA com a sua equipe inicial. Já no 1º semestre de 2000 a Lontra, então composta por mim, Admir e Rafael Campos, correu e ganhou as 3 primeiras etapas do circuito Rumo’s, do saudoso Mário Lopes, que morreu em um trágico acidente de carro enquanto levantava o percurso para a 4ª e última etapa daquele circuito.

Admir resolveu parar de correr e me indicou Luiz Antônio para substituí-lo, amigo seu do exército e companheiro de corrida de orientação. O currículo do Luiz era invejável: tetracampeão paulista e tricampeão brasileiro de corrida de orientação. Telefonei para ele, me apresentei e o convidei para integrar a Lontra Radical. A resposta foi imediata e sem hesitação: Sim.

Marcamos um treino em Itu, cidade em que Luiz exercia o seu mistér no exército. Simples e humilde, apesar de todo o seu, repito, imaculado currículo, Luiz mostrou-se motivado e determinado. Aliás, com o tempo vivemos inúmeras situações que mostraram toda a sua personalidade de vencedor: determinação, motivação e humildade, qualidades que só aqueles realmente super-dotados possuem.

Correr com o Luiz foi uma dádiva, pois além de seu caráter e qualificação atlética impares, a sua navegação era impecável e precisa.
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