TransPortugal Garmin 2008
Agnelo Quelhas / Ciclonatur / 06.05.2008

O desafio estava lançado há algum tempo a quem quisesse, e pudesse, para se juntar a nós e fazer um ensaio em duas etapas da prova. A etapa 3 e 4 mais concretamente.
A Etapa 3 vai de Alfaiates até ao Ladoeiro atravessando a Serra da Malcata, um dos sÃtios mais remotos de Portugal, a Serra do Ramilo, depois sobe até à vila medieval de Monsanto, atravessando de seguida terras mais planas, passando Idanha-a-Velha e o santuário da nossa Srª. do Almortão e chega ao Hotel Idanha Natura depois de 113 km e 2712 m de acumulado.
A etapa 4 começa com um andamento rápido, em direcção do rio Tejo, o qual atravessa em Vila Velha de Rodão. Depois começa a subida no Alentejo, passando as aldeias de Salavessa, Pé da Serra e Póvoa e Meadas. A partir daqui já se avistam as montanhas onde Marvão e Castelo de Vide, o destino final desta etapa, estão edificadas. A etapa acaba com uma subida difÃcil em calçada directamente para dentro do castelo – foram uns duros 108 km e 2337 m de subidas.
Depois de algumas semanas de tempo frio com muita chuva e vento, na sexta-feira as coisas mudaram radicalmente. As nuvens desapareceram dando lugar ao sol que fez as temperaturas subirem imenso... até perto de 40ºC!
Quando o grupo de 10 atletas que aceitou o dessafio saiu do Hotel Pelicano em Alfaiates às nove de manhã no sábado, já se sentia o calor e o dia ficou cada vez mais quente! Ao jantar toda a gente concordou que o ponto mais quente e duro do dia foi a subida para a Serra do Ramilo.
A paisagens estão espectaculares. Depois de tanta chuva nas últimas semanas a vegetação estava verdissima e os campos cheios de flores: alfazema, giesta, estevas... uma verdadeira festa para os sentidos.
Domingo o calor continuou, mas com um leve ventinho nas secções mais abertas. A água fresca da fonte de Salavessa foi muito bem vinda depois da longa subida do vale do Tejo.
Toda a gente que participou sentiu que beneficiou muito com experiência. Foi uma oportunidade de se familiarizar com os GPS, e com o track da TransPortugal Garmin.
Foi também uma boa oportunidade para testar as bicicletas no terreno da prova.
Houve muita conversa sobre as vantagens e desvantagens de suspensão total vs. rÃgida, carbono vs. alumÃnio vs. titânio e sobre quais seriam os componentes mais adequados para uma prova deste género. No final a única certeza pareceu ser a de que, dependendo dos objectivos e do gosto de cada atleta, assim deveria ser feita a escolha da bicicleta e dos seus componentes, longe de se chegar a alguma conclusão unânime.
Houve alguns casos de atletas com componentes que deram problemas o que poderia ter prejudicado a sua etapa, caso estivessem em prova o que levou alguns a reconsiderarem as suas escolhas. O debate à volta de quais pneus usar, também animou o final do dia, mas seja qual for a escolha de marca ou modelo, numa coisa parecia haver uma quase unanimidade, Tubeless. Os pisos destas duas etapas também deu para perceber que os pneus e as pressões a utilizar são cruciais e embora haja partes muito rolantes, existem grandes troços em descida com muita pedra, onde a robustez das paredes laterais do pneu pode desempenhar um papel importante.
Finalmente, esta foi uma boa oportunidade para se poder associar as caras aos nomes de alguns participantes. Uns já vão sendo familiares, outros vão assim passando a ser.
Mais em breve!
A equipa do TransPortugal Garmin
Mais Informações em: http://www.supertravessia.com/

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